A derrota do time brasileiro deixou de ser o assunto
principal no jogo entre Cruzeiro e Real Garcilaso para ser apenas um detalhe pouco
significativo perto do ato de “vandalismo moral”cometido pela torcida peruana.
O racismo é decorrente em partidas de futebol seja no Brasil ou fora dele,
Balotelli é um belo exemplo disso. Esta semana, a vítima do racismo no futebol foi o
jogador do Cruzeiro, o Tinga, jogador experiente que já passou por vários
clubes no Brasil e conhecido internacionalmente, em declaração o mesmo disse:
“Joguei anos na Alemanha, e isso nunca aconteceu comigo lá”.
Se formos fazer
uma comparação étnica os alemães são brancos, loiros dos olhos azuis, deixando
bem claro que nada é motivo para preconceito de cor, raça ou qualquer outro
tipo de característica física ou pessoal. E os peruanos? Que são oriundos da
mistura de raças, um país latino assim como o Brasil, os peruanos que em alguns
pontos estão abaixo do Brasil, como em tais, educação e miséria, por qual
motivo eles acharam que poderiam chamar um jogador de macaco? Só por conta de
ele ser negro, de características fortes e cabelo dread? Mais uma vez
comparando e sempre frisando que nada é motivo para se praticar o racismo, mas,
os peruanos já se olharam no espelho e repararam em sua anatomia? Não podemos admitir esse tipo de atitude,
principalmente em um esporte que segregou a mistura de raça, esporte esse que
uniu as classes, as cores e os estereótipos e mostrou ao mundo que o que
importa é a alegria de uma partida de futebol e também que o melhor de todos os
tempos é negro.
Os peruanos se acharam no direito de chamar alguém de macaco,
mas esqueceram que de acordo com a ciência todos nós somos a evolução do
macaco, tanto eu que estou escrevendo, quanto você que está lendo, quanto os
alemães brancos e loiros de olhos azuis que nunca trataram o jogador Tinga como
tal macaco, e esqueceram também que eles próprios, portadores de
características indígenas, descendentes dos incas fazem parte dessa derivação.
Negro, branco, índio, japonês, brasileiro, alemão ou peruanos, aos olhos de
Deus e da ciência somos todos iguais, assim deveria ser também aos olhos do
mundo. Diga não ao preconceito, no futebol ou onde quer que seja.
O Loucos Por Cartola é Contra a qualquer tipo de discriminação, seja ela racial, regional, de gênero, etc, somos contra a discriminação.
#FechadoComOtinga
Por: Thiane Carvalho
