sábado, 15 de fevereiro de 2014

A Inversão do verdadeiro sentido do futebol.

A derrota do time brasileiro deixou de ser o assunto principal no jogo entre Cruzeiro e Real Garcilaso  para ser apenas um detalhe pouco significativo perto do ato de “vandalismo moral”cometido pela torcida peruana. O racismo é decorrente em partidas de futebol seja no Brasil ou fora dele, Balotelli é um belo exemplo disso. Esta semana, a vítima do racismo no futebol foi o jogador do Cruzeiro, o Tinga, jogador experiente que já passou por vários clubes no Brasil e conhecido internacionalmente, em declaração o mesmo disse: “Joguei anos na Alemanha, e isso nunca aconteceu comigo lá”. 
Se formos fazer uma comparação étnica os alemães são brancos, loiros dos olhos azuis, deixando bem claro que nada é motivo para preconceito de cor, raça ou qualquer outro tipo de característica física ou pessoal. E os peruanos? Que são oriundos da mistura de raças, um país latino assim como o Brasil, os peruanos que em alguns pontos estão abaixo do Brasil, como em tais, educação e miséria, por qual motivo eles acharam que poderiam chamar um jogador de macaco? Só por conta de ele ser negro, de características fortes e cabelo dread? Mais uma vez comparando e sempre frisando que nada é motivo para se praticar o racismo, mas, os peruanos já se olharam no espelho e repararam em sua anatomia?  Não podemos admitir esse tipo de atitude, principalmente em um esporte que segregou a mistura de raça, esporte esse que uniu as classes, as cores e os estereótipos e mostrou ao mundo que o que importa é a alegria de uma partida de futebol e também que o melhor de todos os tempos é negro. 
Os peruanos se acharam no direito de chamar alguém de macaco, mas esqueceram que de acordo com a ciência todos nós somos a evolução do macaco, tanto eu que estou escrevendo, quanto você que está lendo, quanto os alemães brancos e loiros de olhos azuis que nunca trataram o jogador Tinga como tal macaco, e esqueceram também que eles próprios, portadores de características indígenas, descendentes dos incas fazem parte dessa derivação. Negro, branco, índio, japonês, brasileiro, alemão ou peruanos, aos olhos de Deus e da ciência somos todos iguais, assim deveria ser também aos olhos do mundo. Diga não ao preconceito, no futebol ou onde quer que seja.
O Loucos Por Cartola é Contra a qualquer tipo de discriminação, seja ela racial, regional, de gênero, etc, somos contra a discriminação.
#FechadoComOtinga

Por: Thiane Carvalho
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