sexta-feira, 22 de março de 2013

Juvenal: Ney fica mesmo com queda na Libertadores e Lúcio foi para o banco por 'piti'


Juvenal Juvêncio recebeu, ao longo dos últimos dias, uma pressão à altura de seu cargo. Com o São Paulo em situação complicada na Libertadores, alguns jogadores insatisfeitos e um aparente racha entre elenco e treinador, o presidente do clube precisou intervir. Internamente, aliados sugeriam a troca de comando. Mas o cartola, escolado por tantas mudanças nos últimos anos, vetou. Bancou a permanência de Ney Franco e afirma que nem mesmo uma eventual eliminação na Libertadores o fará mudar de ideia. E mais: defendeu uma punição a Lúcio.


Em uma semana de polêmicas, Juvenal Juvêncio falou sobre as recentes insubordinações no elenco - Lúcio e Ganso, substituídos, saíram de campo irritados, e o zagueiro criticou com indiretas a decisão do técnico da equipe, que o tirou de campo na derrota por 2 a 1 para o Arsenal.  O presidente deu respaldo a Ney Franco, que no último domingo avisou que não aceitará reclamações públicas dos atletas.
"Eu concordo. O que ele diz é o seguinte: isso está em uma dinâmica. Se o jogador sai e reclama, como é que fica? E aí ele sai e reclama de novo? Causa uma desídia no grupo e ele não pode contaminar o processo. O jogador pode não gostar, que é natural, mas ele não pode incentivar esse processo com declarações, etc. Se praticar essa indisciplina contra o comandante, ele não voltará à equipe. Ele é didático", declarou Juvenal.
Confira abaixo a primeira parte da entrevista exclusiva ao loucos por cartola :
 # Na terça-feira, o Lúcio pediu desculpas públicas pelas declarações que deu criticando o Ney Franco. Foi algum tipo de orientação da diretoria, da presidência, para ele fazer isso?
Juvenal Juvêncio:  Teve, teve uma prosa sim (risos). 

#Você chamou ele na sua sala, fechou a porta e deu uma dura?
Juvenal Juvêncio: Não, foi o Adalberto [Baptista, diretor de futebol]. Falei para ele: "cuide disso porque você é mais suave"(risos).

Você apoia o Ney Franco na declaração que ele deu no domingo, de que atleta que reclamar publicamente não joga mais com ele?
Juvenal Juvêncio: Eu concordo. O que ele diz é o seguinte: isso está em uma dinâmica. Se o jogador sai e reclama, como é que fica? E aí ele sai e reclama de novo? Causa uma desídia no grupo e ele não pode contaminar o processo. O jogador pode não gostar, que é natural, mas ele não pode incentivar esse processo com declarações, etc. Se praticar essa indisciplina contra o comandante, ele não voltará à equipe. Ele é didático
Então, o fato de o Lúcio ter ficado no banco contra o São Bernardo é parte de um castigo?
Juvenal Juvêncio: Eu entendo que sim. Não conversei com o técnico, mas está dentro disso, sim.
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