sexta-feira, 29 de março de 2013

ADRIANO IMPERADOR




Em tempos de curtir, comentar e compartilhar nas redes sociais, encontramos um velho falecido da internet: o Orkut.O site virou uma cidade fantasma, onde ninguém mais habita, conversa ou cria relacionamentos. No auge, a plataforma criada pelo turco Orkut Büyükkökten chegou a ter 70 milhões de usuários.


Qual foi a sua última postagem? Teste sua memória.


A rede social foi considerada inovadora em janeiro de 2004. Lá, casais se conheceram e amigos se fizeram. Todo o mundo, ou pelo menos o Brasil inteiro, tinha conta. Uns dos chamarizes e elefantes brancos do Orkut eram as comunidades, onde se reuniam pessoas que gostavam de fulano, detestavam beltrano e amavam os finais de semana.


O tempo passou. O Facebook, com programação mais completa, engoliu o bom velhinho de tela e teclado. Mesmo assim, em 2013, já sem usuário ativo, decido entrar na comunidade “quem vive de passado é museu”.


Adriano, outrora considerado imperador, parece não querer jogar pelo Palmeiras porque o clube exigiu o mínimo de forma física e comprometimento do (ex) jogador. Bicudo, o carioca teria então desencanado da ideia de jogar pelo Verdão e ressurgir no cenário do futebol.


O campo evoluiu e quem foi ídolo de uma seleção em 2006 já nem jogar bola quer e consegue. Se naqueles bons anos surgisse a possibilidade do atacante reforçar um gigante brasileiro, certamente as comunidades do time explodiriam de alegria. Tópicos iriam ser criados, discussões feitas, enquetes votadas e esperanças refeitas para um Brasil pouco exportador naqueles meados.


Hoje, no Facebook, se compartilha e curte propositadamente contra o ex-Flamengo, Corinthians e São Paulo, só tratando dos times nacionais. Uma simples foto em um nada elaborado Instagram mostraria aos que querem ter o centroavante que aquele Adriano do Orkut já engordou, não quer mais saber de bola e muito menos de treino e jogos aos domingos. Até a corneteira e morta comunidade palmeirense no Orkut não quer Adriano no Palmeiras.


Ele virou um Orkut em tempos de Instagram, Twitter e Facebook. Sem um misero fã para compartilha-lo e menos de 140 caracteres para justificar a própria contratação.


Os depoimentos, lamentavelmente, são todos contra











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